terça-feira, 13 de março de 2012

Comunidades extrativistas denunciam destruição do cerrado brasileiro

Em carta denúncia dirigida à sociedade brasileira, comunidades extrativistas denunciam o descaso para com o cerrado brasileiro e sua avassaladora destruição.





A carta é fruto de um encontro que reuniu agroextrativistas, agricultores familiares, assentados, mulheres quebradeiras de coco babaçu, vazanteiros, ribeirinhos, geraizeiros, retireiros e pescadores dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Piauí. Reunidos em Goiânia no início de fevereiro de 2012, exigem medidas de preservação das áreas de cerrado e indagam:

- Até hoje, tanto o Executivo como o Legislativo sequer se dignaram a votar o pleito antigo dos Povos dos Cerrado de considerar nosso bioma como Patrimônio Nacional como são reconhecidos a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica. Por quê? Por quê?
- Ignora-se que esse bioma detém mais de um terço da diversidade biológica do país?
- Ignora-se que é no Cerrado que se formam os rios que conformam as grandes bacias hidrográficas brasileiras como a do São Francisco, a do Doce, a do Jequitinhonha, a do Jaguaribe, a do Parnaíba, a do Araguaia/Tocantins, do Xingu, do Tapajós e Madeira (da bacia amazônica), além dos formadores da bacia do Paraguai e do Paraná/bacia do Prata?
- Ignora-se que estão relacionadas ao Cerrado as duas maiores áreas alagadas continentais do planeta, ou seja, o Pantanal e o Araguaia?
- Ignora-se, como disse Guimarães Rosa, que o Cerrado é uma caixa d'água?
A carta se conclui conclamando:
Viva o Cerrado!
Viva os Povos do Cerrado!
O Cerrado não vive por si só!
Que a Rio+20 seja a confluência dos diversos rios de resistência pela cultura e pela natureza!
O documento está disponível na íntegra no sítio do PAD - Plataforma de Articulação e Diálogo (http://www.pad.org.br/sites/default/files/cartaextrat.pdf), da qual o CEBI faz parte.

Fonte: CEBI (08.03.2012)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Cisternas de plástico derretem ao sol

As imagens, divulgadas pela ASACOM (Assessoria de Comunicação da ASA), são impressionantes. As cisternas de plástico, que o governo garantiu duração de 15 anos, não resistiram três meses sob o sol e as chuvas do sertão, particularmente em Cedro, Ceará.


O dinheiro público (Cinco mil reais cada), os resíduos, a decepção das famílias, tudo faz parte do lixo despejado pelo governo federal no semiárido. Quem será responsabilizado?


Antes se dizia que no Brasil não há memória. Mas, hoje, cada celular é uma câmara fotográfica e a rede de internet põe no mundo o que se quer. Portanto, a vigilância será permanente. É verdade que o governo recuou e comprometeu-se a refazer o contrato com a ASA para continuar a convivência com o semiárido da sociedade civil. Recuou também de 300 mil cisternas de plástico para 60 mil. Mesmo assim, diante do que salta aos olhos, ainda vai despejar 60 mil peças de lixo plástico na cabeça dos nordestinos. Merecemos mais respeito.








Fonte: CEBI (06.03.2012)

Estádio de Manaus poderá se pagar em 198 anos

Num cenário otimista, a Arena Amazonas, que está sendo construída em Manaus para abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014, a um custo estimado de 499,5 milhões de reais (cerca de 294 milhões de dólares), vai se pagar em 45,4 anos. Num cenário pessimista, serão necessários 198,5 anos para que a construção empate o investimento realizado.

A estimativa é da Brunoro Sport Business (BSB), empresa de consultoria esportiva fundada em 2003 e que tem sede em São Paulo. As reformas no Estádio Beira-Rio, de Porto Alegre, que apresenta o mais atrasado dos cronogramas porque a empresa construtora tem apresentado garantias aquém do exigido pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) para assegurar um empréstimo de 300 milhões de reais, vai se pagar de 5 a 10,9 anos, a melhor projeção das 12 sedes da Copa.

Os estádios Mané Garrincha, de Brasília, das Dunas, de Natal, e a Arena do Pantanal, de Cuiabá, teriam seus custos abatidos entre 33,6 a 167,1 anos. Ao todo, as edificações e reformas dos estádios vão consumir 6,8 bilhões de reais (cerca de 4 bilhões de dólares), se mantidas as estimativas de custos previstas. Esse montante é 32% superior ao que a África do Sul empregou na construção dos estádios sedes da Copa do Mundo de 2010.

Fonte: ALC (06.03.2012)

sábado, 3 de março de 2012

Deputados do Maranhão têm até 18 salários ao ano

Os 42 deputados estaduais do Maranhão têm direito a ganhar até 18 salários por ano, informa reportagem de Aline Louise e Felipe Luchete, publicada na Folha deste sábado.

Além dos 12 subsídios mensais e do 13º, os deputados dispõem de "ajuda de custo", concedida no início e no fim de cada ano, que equivale a cinco vezes o valor do salário, de R$ 20 mil.

Ao todo, os deputados podem receber R$ 361 mil, cada um, ao ano.

A justificativa é compensar "despesas de transporte e outras imprescindíveis para o comparecimento à sessão legislativa ordinária".

Veja mais em: <http://www1.folha.uol.com.br/poder/1056604-deputados-do-maranhao-tem-ate-18-salarios-ao-ano.shtml>.