Nos últimos dez anos, a população indígena residente em áreas urbanas brasileiras diminuiu, mas aumentou o contingente em áreas rurais, mostram dados preliminares do Censo de 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no marco do Dia do Índio, 19 de abril.
Segundo o Censo 2010, 817 mil pessoas se autodeclararam indígenas – 0,4% da população brasileira - o que significa um crescimento de 11,4% - 84 mil pessoas – no período 2000-2010 em relação ao levantado do Censo anterior. Na área urbana, o crescimento foi negativo, correspondendo a uma redução de 68 mil pessoas, a maioria registrada na região Sudeste. O Censo constatou a presença de moradores que se reconheceram com indígenas em 80,5% das cidades brasileiras.
Dos 315 mil indígenas que residem em áreas urbanas, a maioria (33,7%) está localizada na região Nordeste. Nos Censos de 1991 e 2000 essa maioria morava na região Sudeste. São três cidades do Amazonas as que têm o maior contingente indígena em área urbana: São Gabriel da Cachoeira (29 mil), São Paulo de Olivença (15 mil) e Tabatinga (14,9 mil). A capital paulista registrou a presença de 13 mil indígenas. Em São Gabriel da Cachoeira, 95,5% dos residentes são indígenas.
As perdas populacionais de indígenas nas áreas urbanas foram significativas em 20 unidades da Federação, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em comparação ao Censo anterior, o Rio de Janeiro registrou o maior declínio populacional relativo, de menos 7,8% ao ano, o que corresponde a cerca de 20 mil pessoas. Na área rural o comportamento foi inverso. O crescimento alcançou o índice de 3,7% ao ano. Dos 502 mil indígenas residentes em áreas rurais, a maior concentração encontra-se na região Norte – 48,6%.
Em números absolutos, a maior população indígena do país reside no Amazonas - 168,7 mil pessoas, ou 20,6% da população indígena do país - e a menor no Rio Grande do Norte - 2,5 mil, ou 0,3%. No período 2000/2010, o Acre teve um crescimento da população indígena de 7,1% ao ano, seguido de Paraíba, com 6,6% ao ano, e Roraima, com 5,8% ao ano.
Fonte: ALC (23.04.2012)
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